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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Grandes tabacos e o uso do perique!


Prezados, eis dois grandes tabacos que, na minha opinião, são tabacos incríveis devido ao uso do perique!

Cada vez me convenço mais da importância desse tabaco para dar um toque de mestre aos blends, fazendo com que a mistura beire a perfeição!

Sim, o perique tem o poder de levantar qualquer blend, destacar o tabaco principal - no caso do OGS - , dar corpo para a mistura - caso do Nightcap -, enfim, sabendo usá-lo ele coloca um Q especial!

Um abraço e excelentes cachimbadas!!!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Tabaco Cornell & Diehl Epiphany - 15 dias depois de aberto!



Prezados confrades e amigos, realmente o tabaco é "vivo", ele não para nunca de se modificar e não foi diferente com Epiphany! Este tabaco em aproximadamente 15 dias depois de aberto restou menos amargo, eu diria que uns 30% menos amargor, o que o tornou melhor e fez com que seu sabor mais delicioso se pronunciasse com mais pungência!

Em que pese eu achar ele ainda muito amargo, tenho que reconhecer que o tempo o beneficiou e a cachimbada ficou mais prazerosa!

Apenas compartilhando!

Um abraço e excelentes cachimbadas!!!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Tabaco Cornell & Diehl Epiphany - resenha completa!



Prezados amigos, esse tabaco foi uma decepção para mim, era o tabaco baseado no preferido do Albert Einstein, porém, no fornilho revelou ser uma catástrofe, pelo menos para mim! Como referi em outros post, tentei harmonizá-lo de inúmeras formas, tentei cachimbá-lo de inúmeras maneiras, mas em todas ele revelou-se ser um tabaco difícil e proporcionou pouco prazer!

Com um aroma rico e com uma certa beleza, no fornilho ele revelou somente duas característica, amargor que é seu principal defeito! Um amargor muito forte, que incomoda ao paladar de uma maneira exacerbada, chega a incomodar a garganta! Porém, tem uma pequena doçura, um sabor de uva passa, de algo fermentado muito, mas muito gostoso. Ocorre que sentimos muito pouco esse sabor delicioso, pois o amargor toma conta e não deixa o tabaco brilhar!

Na minha opinião, o burley está em uma proporção desmedida nessa mistura, elevado, tornando-o forte, encorpado, amargo, muito amargo. 

É um tabaco com um bom nível de nicotina, tem uma fumaça cremosa!

Não voltaria a comprar e não recomendo!

Nota? 

Acredito que daria uma nota 4,0 (considerando o sabor pequeno, mas encantado que ele fornece raramente!)

Um abraço e excelentes cachimbadas!!!!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Tabaco Cornell & Diehl Epiphany - excessivo amargor e dicas de harmonização!

Prezados amigos e confrade, realmente este tabaco tem um excessivo amargor, indubitável se dizer que ele possui um pequeno encanto, pois o perique dá um toque especial nele, um sabor de uva passa, algo fermentando que encanta em boca. Ocorre que, esse encanto é dificultado pelo seu amargor tornando-o quase nulo.

Um tabaco tão amargo não era difícil de se esperar que sua harmonização não seria fácil. Além de ser uma cachimbada mais difícil, sua harmonização resta prejudicada! Entretanto, nem tudo está perdido! hehehehe Vai aí umas pequenas dicas!

Chá: Experimentei diversos chás e não harmonizou, pois o excessivo amargor do tabaco encobriu o sabor do chá. Não obstante, pode ser um bom acompanhamento para limpar o amargor da boca e dar um "up" para podermos continuar cachimbando, mas harmonização não harmoniza!



Vinho e café: Experimentei alguns vinhos com ele, e posso dizer que ele se saiu muito melhor, estou para dizer que foi sua melhor harmonização, o sabor mais encorpado dos vinhos - principalmente os de média estrutura - combinou com o tabaco!

Em relação ao café, ele se saiu bem, mas nada empolgante....




Whisky e destilados em geral: Experimentei esse tabaco com destilado, com a sensação que ele iria casar muito bem com esse tipo de bebida, resultou em uma harmonização mediana, na ocasião com Red Label ele não ficou de todo ruim, mas tenho impressão que com um Jack Daniels ele se sairá bem melhor. Porém, como eu disse, harmonização mediana, apenas!




Tabaquinnho difícil esse heim!!!


Resumindo, o texto não pode empolgar, pois o tabaco não empolga muito e essas dicas são apenas uma tentativa de tentar aproveitar ao máximo o sabor do tabaco, reconhecendo a dificuldade que existe nisso!

Um abraço e excelentes cachimbadas!!!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Tabaco Cornell & Diehl Epiphany - abrindo o tabaco do Albert Einstein!




Sim, finalmente chegou a hora, abri o tabaco do gênio Albert Einstein! Muito feliz!!!!




Esse tabaco é uma cópia do Revelation, que o professor Albert Einstein costumava cachimbar,  leva virginia,  burleys, latakia e o famoso perique! 

Ao abrirmos a lata há uma explosão de aroma, notas profundas de fermentação, o famoso aroma açucarado de uva passa passa, estonteante!  Certamente devido ao perique! A esse aroma mistura-se um fundo esfumaçado leve, entretanto,  advindo da latakia! Aroma altamente complexo e intrigante,  com muitas matizes,  simplesmente encantador e maravilhoso ao olfato! Aroma nota 10, impressionante,  muito bom!!!



O corte desse tabaco é totalmente irregular, com blocos enormes de tabacos, tabacos em fita, pedaços miúdos, enfim, nunca vi corte mais irregular! 



Aos olhos é um tabaco opaco, sem brilho, como de costume da casa Cornell & Diehl!  É um tabaco escuro, com base marrom e pontos amarelos escuros e pinceladas negras oriunda da latakia e do perique! É um bonito tabaco, nem mais e nem menos!

 

Em relação a umidade pareceu mais para seco, como comumente acontece com a Cornell. Porém,  no fornilho teve um bom acendimento e uma boa queima posterior, demonstrando estar no ponto certo de umidade!

Ainda estou degustando, mas o que posso dizer de Epiphany?


É um tabaco encorpado no sabor,  aliás,  bem encorpado, com um amargor presente! Realmente o professor Einstein apreciava um tabaco forte! Um tabaco para cachimbeiros experientes, para saber lidar com seu sabor encorpado! 



Detalhe, resta evidente a qualidade do seu perique,  que deu ao fundo desse blend um sabor muito especial de fermentação e toque de uva passa, mesmo o sabor sendo leve, dá um Q especial ao blend! O burley esta em boa medida,  alia-se ao perique e encorpa muito o sabor desse blend!

Ainda estou degustando,  ora gosto mais, ora menos, necessário se faz mais fornilhos para dar uma opinião mais completa,  mas estamos apenas no "abrindo a lata! Hehehehe :)

Aguardem mais comentários sobre o tabaco do professor!

Um abraço e excelentes cachimbadas! 


P.S. Tabacos com corte muito irregular como este resulta em cachimbadas muito diferenciadas uma das outras!

P.S2. Depois de degustar alguns blends da Cornell posso dizer que é uma casa que prima por sabores mais encorpados, bem mais encorpados, não sei se gosto muito disso!


P.S3.  Esse tabaco lembrou-me o Purple Cow da mesma casa, um tabaco muito amargo que não me agradou de todo!

P.S4. Tabacos encorpados no sabor, minha dica é fornilhos pequenos, pois provilegiam mais seu sabor e diminuem seu amargor,  fica a dica! ;)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Tabaco Pipeworks & Wilke número 13 - pequena resenha!





Prezados amigos, recebi essa pequena amostra do Pipeworks #13,  uma mistura inglesa -se assim podemos dizer - que leva em sua composição Tennessee Burley, Latakia, Perique, Virginia e  "Royal Scot mixture"! 

Detalhe que essa casa tem tabaco renomados como o #524 e #10, igualmente podemos dizer que o número 13 também tem sua fama mundial!



Mas vamos ao pequeno mas sincero sacrifício!  Heheheh

Com uma cor essencialmente escura, beirando ao marrom com pinceladas negras é um bonito tabaco!  

O aroma é simples, senti apenas uma latakia leve e uma base do burley, com seu aroma característicos e quase beirando ao chocolate e um algo mais difícil de identificar, mas que agrada.  Apesar da leveza em seu aroma, ele tem encanto, gostei!

Ao toque pareceu no ponto certo de umidade!  O mesmo se revelou no fornilho,  teve um bom acendimento e uma boa queima!



Agora vamos ao sabor! Suas 6 primeiras baforadas o latakia desponta na frente,  mas mesmo assim sua força é comedida, leve! Nesse momento o sabor mistura-se ao burley do Tennessee o que lhe fornece um corpo maior e um sabor mais marcante e terroso, mas é leve e prazeroso, o virginia ao fundo equilibra o blend dando uma pequena doçura,  o perique desponta levemente fornecendo uma pequena e quase inexistente picancia, aqui ele esta divino, como se dançasse em nossa língua!  O primeiro terço é bom e com uma certa complexidade! 



O 2/3 a latakia permanece na ativa mas leve, o sabor decai um pouco, perde complexidade e o tabaco perde um tanto de sabor! Ora aparece o virginia dando uma pitada doce com o perique aguçando as papilas com sua gostosa picancia e a latakia conduzindo levemente o blend. 

O 3/3 é mais picante - mas uma boa picancia - e o burley mais ativo, fornecendo um sabor mais forte ao blend, o virginia fornece sua leve doçura e encanta! Detalhe que o virginia desde o começo do blend forneceu uma saborosa doçura a esse blend e abrilhantou essa mistura!

Resumindo, um bom tabaco com uma pequena complexidade; a latakia esta presente do início ao fim, sempre leve mas prazerosa; o burley fornece um encanto e conduz o blend para um sabor mais encorpado, esse burley tem encanto e se diferencia dos demais; o perique está bem dosado e esta perfeitamente colocado, fornecendo somente sua face prazerosa; o virginia do início ao fim dá doçura na medida certa!  O conjunto ficou bom!

Um tabaco que recomendo!

Cinzas finas e esbranquiçadas!  

Tabaco leve em nicotina!

Um abraço e excelentes cachimbadas!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Tabaco Cornell & Diehl Oriental Silk - pequena resenha!




Prezados, esse tabaco é formado pelo oriental turco, virgínia e perique,  recebi uma pequena amostra e vou fazer uma pequena resenha sobre ele!

Com uma cor amarelo pálido mesclado com um tom marrom claro,  é um bonito tabaco!  Tem uma cor pálida típica da Cornell & Diehl! 

Ao toque pareceu mais para seco,  porém sem estar ressecado! Seu corte é diverso,  encontramos um corte mais finos, cubos, algumas lascas de caule, enfim, o corte é bem irregular!  

O aroma é leve,  muito leve, mas remete mesmo ao que propõe, cheiro do oriental/turco! Hehehehhe Talvez com alguma reminiscência de algo fermentado! Tem um pequeno encanto! Mas não é um aroma complexo! 



Com um bom acendimento,  revelou um ponto de umidade perfeito!  Uma boa queima posterior e uma boa fumaça, diria até que com uma certa cremosidade!

Agora vamos ao que mais interessa, o sabor! 



Esse tabaco tem o sabor do oriental turco,  mas suavizado pelo virgínia e com uma pequena pitada de picancia, certamente devido ao perique!  O 1/3 é muito equilibrado,  e o sabor é do oriental!  Detalhe que já nesse momento ele deixa um retrogosto na boca que persiste! Aqui temos a conjunção oriental mais virginia - muito de leve -, e ficou bom!

O 2/3 é mais do mesmo, com o acréscimo de um sabor um tanto mais encorpado devido ao próprio oriental turco e ao perique que se faz sentir com mais pungência!  O que se percebe é que o turco é de excelente qualidade e isso se sobressai desde a primeira baforada! Nesse 2/3 temos o binômio oriental mais perique e ficou encorpado, mas longe de amargo ou ruim! 

O 3/3 é um tanto mais forte e o blend decai no sabor. Entretanto o oriental ainda está vivo e fornece seu sabor, uma cachimbada mais fria o privilegia e torna o blend bem melhor nessa etapa! 

Um bom tabaco para quem deseja conhecer o oriental turco ou mesmo para quem gosta desse oriental! 

Recomendo pois achei um tabaco justo e até certo ponto intrigante, então vale a pena provar! Esse oriental tem seu encanto e apreciá-lo calmamente, absorver e sentir todo o seu sabor, acreditem, tem o seu valor!

Cinzas finas e esbranquiçadas! Nível médio de nicotina.

Espero a tenham apreciado essa pequena resenha.

Um abraço e excelentes cachimbadas!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Tabaco Tsuge Ryujin: The Dragon God - 1 mês e meio depois de aberto!



Prezados, esse tabaco depois de um mês e meio aberto teve um grande ganho, ele simplesmente melhorou uns 50% em seus defeitos, arredondou, ficou um pouco mais doce e a latakia não perdeu intensidade, incrível!

Um tabaco que resiste bem ao ar, parece que vai piorar e de repente, torna-se um espetáculo!!!!

Resumindo, ficou muitooo melhor!!!!

Um abraço e excelentes cachimbadas!!!!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Tabaco Tsuge Ryujin : The Dragon God - resenha final!





Prezados, não mencionarei pontos já comentados,  como aroma, queima etc.

Interessante que esse tabaco depois de uns 5 dias em contato com o ar melhorou muitooo, diminuiu seu amargor e restou mais latakiado, uma latakia que enche a boca,  resumindo,  melhorou muito! 

Realmente este é um tabaco que abri e que fui gostando cada vez mais, ou seja, ele melhorou muitooo em contato com o ar!

Mas, deixemos de conversa "fiada" e vamos ao sacrifício!  Hehehehehe  

O 1/3 desse tabaco é latakiado, uma latakia de excelente qualidade comparável às latakias da Mcclelland! Um sabor inigualável,  muito saborosa! No primeiro terço a latakia esta muito presente com um fundo levemente adocicado do virginia,  o que me agradou muito! Restou um latakiado semi-doce agradabilíssimo! Detalhe que, no final do 1/3 sentimos uma leve picancia,  certamente devido ao Acadian Black! É uma sensação agradável e muito interessante,  que inclusive levanta o blend! 

O 2/3 o blend ainda está latakiado, porém sem doçura!  O Acadian Black está lá,  com sua personalidade, fornecendo uma leve picancia e um leve sabor de terra, couro, um leve amargor!  A latakia é a linha condutora desse blend e não o deixa cair,  pois ela brilha e conduz os demais sabores! Como ela simplesmente é muito saborosa,  conduz os sabores, os mantém sempre em alta!  Ou seja,  é sempre latakiado, ora mais doce, ora mais picante, ora mais amargo, ora mais doce! Isso revela que a latakia esta em boa dose nesse blend,  maravilha! É a estrela principal! !!! Adoroooo!!!!

No 3/3 o blend dá uma baixada, a latakia diminui seu sabor, o amargor aumenta um pouco e não há novos viesis a serem descobertos!  Novamente nossa deusa negra brilha, pois ela é a estrela máxima desse blend, mesmo estando mais fraca, é o seu ótimo sabor que permeia o 3/3, sem outros nuances!  É latakia, uma leve picancia muito comedida e um leve sabor terroso, alguns poderão achar um pouco amargo! Assim ele permanece até o fim! 

Sintetizando, gostei desse blend,  pois tem uma excelente latakia, uma leve doçura de um bom virginia e o toque especial do Acadian Black, que fornece uma picancia suave que efetivamente encanta!!!!!

Um bom blend, talvez voltarei a comprá-lo! 

Um tabaco leve em nicotina com uma boa fumaça! 

Nota: 8,7!

Um abraço e excelentes cachimbadas, com o primeiro Tsuge aprovado!!! hehehehe

P.S.  Gostei de conhecer o tabaco Acadian Black,  pois foi minha primeira experiência com ele. Um tabaco fermentado,  igual ao perique, porém menos selvagem. Tem uma nota perfeita de picancia que fornece somente prazer,  e um amargor leve. Não é tão complexo como o perique em materia de sabor, mas gostei! Claro, que minhas conclusões restringem-se a experiência com este tabaco.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Tabaco Tsuge Ryujin: The Dragon God - 36 horas depois de aberto e uma dica de harmonização!



Esse tabaco melhorou depois de aberto, ficou mais redondo e com o sabores mais presentes, o virgínia se abriu e a latakia restou mais consolidade, mais aromática e com o sabor mais presente ainda! Resultado, um latakiado levemente doce com um toque mais picante dado pelo Acadian Black!

Interessante que, na mesma proporção que ele adoçou ele ficou levemente mais picante, resultando em um latakiado-doce-picante! Sempre lembrando que a doçura é leve!

Detalhe, esse tabaco harmonizou muito bem com cervejas leves e refrescantes, fica a dica! ;)

Vamos acompanhando! hehehehe

Um abraço e excelentes cachimbadas!!!

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Tabaco Tsuge Ryujin: The Dragon God - abrindo a lata!



Prezados amigos, abri meu primeiro Tsuge no encontro da nossa querida Confraria Gaúcha do Cachimbo,  um encontro de cachimbeiros aqui do Sul que postei ontem,  onde não faltou tabaco, cachimbo e uma boa amizade! :)

Agora falando no Tsuge Ryujin, esse tabaco é formado por latakia, virginia e o denominado Acadian Black (tipo um perique pois sua cura é fermentada!)!




Ao abrirmos a lata, sentimos um aroma mediano de latakia com um fundo levemente doce, oriundo do virginia! Existe um leve aroma de fermentação,  mas é muito, muito discreto! Um aroma diferente,  um pouco intrigante,  mas como é muito fraco ele se perde e torna-se um latakiado mediano no quesito aroma de latakia! Resumindo, é um latakiado leve para mediano no aroma!



A cor do tabaco satisfaz, é um tabaco bonito e como a lata é linda, o cenário fica perfeito! Com uma cor predominantemente escura devido ao latakia e ao Acadian Black com pinceladas amarelas do virginia ele exerce um encanto! 

O corte é muito irregular,  encontramos tabaco em fita, mais grossos, enfim, a irregularidade reina!




No quesito umidade, ao toque pareceu mais para seco! Porém, no fornilho, revelou estar no ponto certo,  com um bom acendimento e uma boa queima posterior! 



No sabor ainda estou degustando,  então ainda não posso falar muito,  mas sua latakia é boa e o tabaco Acadian Black -perique-  está presente e mostra sua personalidade!

Aguardem os próximos posts! :)

Um abraço e excelentes cachimbadas!

P.S. Esse Acadian Black tem um Q especial, uma leve picancia e um sabor mais suave que o perique propriamente  dito, é diferenciado.  Confesso que me agradou! Ele deu um toque especial!


P.S2.  A lata depois de aberta não fecha novamente vedando completamente, uma pena!

P.S3.  Realmente gostei da latakia desse blend, de primeira linha, alto padrão!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A porcentagem de Perique nas misturas de tabacos e seu reflexo no blend!





Prezados, eu adoro o tabaco perique, sou um apaixonado pelos Vapers, porém, o perique tem que estar na medida certa para fornecer o seu encanto. Como é um tabaco encorpado tanto no sabor, quanto em nicotina, ele pode deixar um blend fabuloso, como tem o potencial de destruir qualquer mistura, caso não seja bem dosado!

A literatura sobre tabacos, sobre blends revela que o perique entre 1 a 2% em uma mistura, melhora o sabor do blend sem a gente perceber, como é o caso do OGS, da Orlik! De 2 a 4% ele já é reconhecível, se você catar e tirar ele do blend já vai perceber a mudança de sabor na mistura; de 4 a 8% você reconhece ele de cara, dai é gostar ou não do bichinho, aqui entra os apreciadores do perique; de 8 a 12% a presença é marcante, para quem definitivamente gosta muito; e de 12 a 20% é para os fortes, tipo Aleister Crowley, pois aqui nessa proporção o perique destrói qualquer mistura, o blend fica para muitos "incachimbável", picante, forte, amargo, enfim, uma mazela só, aliado a nicotina que torna-se bastante elevada!

Apenas compartilhando com os amigos essa curiosidade!

Um abraço e excelentes cachimbadas!!! 

P.S. Eu citei o tabaco Orlik Golden Slice, porém, muito cachimbeiros sentem o perique muito leve na mistura, nunca saberemos a sua porcentagem no blend, até por ser um segredo industrial. Porém, eu o utilizei como exemplo pelo fato do perique ser muitoo sutil nessa mistura e simplesmente fazer toda a diferença! :)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Tabaco Cornell & Diehl Riverboat Gambler




Prezados, recebi uma amostra pequena desse tabaco, apenas para dois fornilhos,  então passo algumas impressões sobre ele,  bem superficiais! 

Esse tabaco leva Burley, Oriental/Turkish, Perique, Virginia, uma "legítima" mistura americana, segundo a empresa.

A umidade veio no ponto, nem úmido e tampouco seco! Sua cor sinaliza seus tabacos,  sendo facilmente identificados cada um deles, predominando uma cor amarelo-marrom escuro com pinceladas negras, a cor agrada aos olhos,  mas não encanta! 

No quesito aroma, salientou-se o turco com o perique,  denotando um aroma fermentado - oriundo do perique, certamente -,  levedo e com um toque de cacau ao fundo, certamente oriundo do burley!  O aroma é impactante, no aroma em si, mas leve na sua expansão.  Não agrada de todo!

Um tabaco com bom acendimento e uma boa queima posterior, uma boa fumaca, espessa!  

O sabor desde a primeira baforada é muito forte, um tabaco muito encorpado no sabor, sente desde a primeira baforada já a picancia perique,  a força do turco aliada a pancada seca do burley, realmente muito encorpado que beira quase ao amargo! Isso q estou falando no começo do 1/3! Deixa um retrogosto amargo na boca que se prolonga ao engolir de cada saliva! Até aqui um tabaco para os corações fortes! Hehehehhe Isso se prolonga em todo o 1/3!




O 2/3 é muito mais encorpado no sabor, o sabor infelizmente se perde no amargor que chega a tornar-se desagradável pois encobre o sabor dos demais tabacos. Ele até tem um entrada em boca que lembra sabor do burley nesse 2/3, porém logo vem o amargor e estraga tudooo! 

O 3/3 é quase impraticável! Resumindo,  muitooooo  amargo, ruim mesmo!

Um dos piores tabacos premium que provei,  muitooo amargo, áspero ao extremo que chega a incomodar a boca! Sabores dos tabacos são quase totalmente encobertos pelo seu excessivo amargor!

Ainda bem que experimentei uma amostra para nunca comprar uma latinha dessa! Um tabaco terrível!!!

Tabaco médio para forte em nicotina, cinzas finas!


Um abraço e excelentes cachimbadas!


P.S.  A pergunta que não quer calar, como pode esse tabaco ter 4 estrelas no tabaco reviews???????? A resposta, efetivamente cada um percebe o tabaco da sua maneira, tanto olfativamente como na questão dos sabores, não havendo certo e errado no sentir individual de cada tabaco, uns podem achar que o doce é amargo e quem poderá dizer que não?, se a particularidade do sentir é de cada um! Pelo menos penso assim! :)

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Tabaco Tsuge RYUJIN - THE DRAGON GOD - pousou na adega!

Um dragão e um palhaço!!!!kkkkkkkkkkkkkkkkk


Prezados, já faz mais de mês que esse dragão pousou na adega, hehehehe, como tinha adquirido um Tsuge aromatizado o qual já apresentei aqui mas ainda não provei - http://sabordetabaco.blogspot.com.br/2015/06/tabaco-tsuge-mystery-of-autumn-adentrou.html - , resolvi apostar em um tabaco puro da marca, este leva latakia, perique e virgínia! 



Quem provou disse que tem bom corpo, tanto em sabor quanto em nicotina, porém sem ser exagerado, sabe aquela mistura que satisfaz, assim seria o Ryujin! Perfeito não?! Resta saber se o fornilho vai confirmar isso! 



No quesito estética, apresentação, marketing, sem sombra de dúvida agrada, esses deuses mitológicos tem seus encantos, ainda mais quando a empresa diz que o tabaco  é temperado com Acadian Black, um tabaco curado ao fogo, fermentado ao estilo perique! Ficou curioso né? Eu também!!! 

Agora é esperar o melhor momento e libertar esse dragão da adega!heheheh

Detalhe, essas latas realmente são lindas!!!

Um abraço e excelentes cachimbadas!!!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Tabaco Rattrays Old Gowrie - resenha final!



Com uma missão nobre confiada pelo confrade Sérgio Chermont, pego meu Savinelli Leonardo da Vinci, em um final de domingo e satisfaço meu fornilho enchendo-o de Old Gowrie!  Com o Zippo na mão começo essa interessante jornada!


Todavia,  não falarei sobre os pontos já mencionados em post anteriores! 



O começo do 1/3 sentimos uma doçura leve,  quase "light" do virgínia,  misturada a uma leve picancia do perique,  resultado,  um doce levemente apimentado que encanta! Isso prevalece até mais ou menos as 6 primeiras baforadas! Com uma boa fumaça,  Old Gowrie enche a boca evidenciando seu bom virginia e seu toque moderado de perique. O sabor agrada, é retilíneo até agora.  Chegando para o final do 1/3 sentimos um sabor mais forte,  encorpado, talvez couro-terroso, Old Gowrie se abre em uma maior complexidade e o perique continua lá fornecendo seu toque estrelar! 

O começo do  2/3, estando um pouco mais quente o tabaco perde o sabor do virginia em compensação o perique resta mais fortes, mas sentimos um pequeno vazio, em alguns momentos fica sem sabor e o cachimbeiro sente somente a picancia do perique.  No meio do 2/3 até o fim a Virgínia vai soltando uma doçura leve e encantadora com um toque de perique na medida certa. Entretanto o final do 2/3 é mais áspero,  mais forte, deixando um sabor amargo na garganta que desagrada um pouco. 



Agora que  chegamos no 3/3 de Old Gowrie,  ele está mais encorpado,  mais terroso,  mais couro e com um retrogosto forte, que amarga a boca. Aqui o virginia se abriu pouco na doçura,  como trata-se de red virginia seu sabor mais áspero, picante em contato com o perique deixou o blend muito encorpado no sabor, amargando um pouco demais para mim. Com uma cachimbada bem fria o adocicado se sobressai bem mais, deixando o blend bem melhor!



Sintetizando,  é um blend encorpado no sabor,  que pode beirar ao amargo ou ao doce suave picante de um bom virginia, caso cachimbado de forma lenta e sendo contornado pelo cachimbeiro quando começa a amargar. Com uma leve complexidade, é quase retilíneo seu sabor de virginia mais perique, ou seja, suave docura com suave picancia,  alternando sabores amargos que remetem a couro,  terra, etc.

Compraria?  Talvez, pois ele tem um Q especial, isso é inegável!  

Um tabaco médio em nicotina, boa fumaça, cinzas finas!

Nota:8, 5

P.S. Confesso que tive boas cachimbadas e cachimbadas medianas,  no começo,  um pouco amarga demais. Percebi que o começo da lata, com os broken flakes mais inteiros e mais escuros com mais perique ele amargou muito. Mais ou menos do meio da lata adiante visualmente os flakes estavam mais claros e mais desfeitos, restando o tabaco bem melhor e mais doce, resultado,  gostei bem mais!!!!

P.S2.  Como trata-se de virginia, minha dica é comprimir o máximo que puder o tabaco no fornilho, ele tende a ficar bem mais doce! Claro,  comprimir o máximo desde que deixei um bom fluxo, etc. 


P.S3.  Quanto mais fria a cachimbada mais gostoso esse tabaco, mais sabor de virginia, mais doce e o perique resta mais equilibrado. 

P.S4. Confrade Sergio Chermont espero ter alcançado as expectativas mínimas da análise esperada! :)

P.S5. Um tabaco que resiste em contato com o ar!

P.S6. Harmonização: combinou bem com bebidas doces,  chás naturalmente mais adocicados, , chocolates e até um bom café preto! Recomendo!


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Tabaco Davidoff English Mixture - resenha final!




Prezados, em um noite chuvosa, resolvi aquecer a alma conjuntamente com um fornilho, afinal, somos todos filhos de Deus e depois de um dia de labuta merecemos esse deleite!

Não vou falar da cor, aroma, queima, enfim, os pontos já mencionados quando da abertura da lata!



Nas seis primeiras baforadas sentindo o sabor um pouco terroso do burley em contato com o virginia e algo que remete a pão,  algo fermentado, devido ao perique, resultando em um sabor leve e um tanto prazeroso, um sabor que tende a persistir em boca. O perique deixa sua leve picancia, como é muito leve, é prazeroso e não incomoda! No decorrer do primeiro terço,  sentimos no final do sabor, uma reminiscência da latakia.  Muito ao fundo e pouco perceptível notamos um fundo defumado, esfumaçado que lembra nossa deusa negra, porém o sabor é levíssimo! Assim continua até chegarmos ao 2/3, nessa mistura intrigante, ora terrosa, ora frutada e com alguma citricidade.



O 2/3 é mais picante e com um leve amargor, o perique está lá e o virgínia também deixando sua marca com um fundo adocicado,  resultando em um amargo-doce-picante. Porém,  caso esquente demais nesse ponto, ele resulta em um sabor amargo somente, perdendo a complexidade que possui! A latakia no 2/3 some! O burley no finalzinho da seu toque achocolatado, porém muito pouco perceptível já que o virginia e o perique tomam conta da festa!

Aos chegarmos no 3/3 o tabaco amarga demais, desagradando! Não se sente mais os sabores e resta algo desequilibrado,  como uma maionese que desandou! De vez em quando ele adoça,  dando vestígio do seu virginia que cozinhou e adocicou, porém esse sabor é passageiro e o amargor tende a preponderar!



Resumindo, ele até que começa bem, tem um meio mediano, todavia termina mal! É um tabaco que não empolga,mas tem seus pequenos e breves  encantos! Um deles que ainda não falei foi que em alguns momentos da cachimbada sentimos um sabor adocicado-frutado bem interessante! Isso demonstra que é um blend com certa complexidade, reconheço! 

Seu ponto alto?  Certamente o 1/3 comprovando que se trata de um tabaco sem muita estrutura,  sem muita sofisticação! 

Compraria novamente? Não! 

Um tabaco leve beirando ao comecinho de médio em nicotina. Cinzas finas e boa fumaça. 

Nota: 7, 5!

Um abraço e excelentes cachimbadas! 

P.S.  Conversando com o confrade Renato Goldschmidt, que já degustou esse tabaco - ele me disse que encara esse tabaco quase como um vaper e pensando bem ele tem mesmo esse viés! Apesar do burley dar um toque que descaracteriza um pouco o vaper. 

P.S2. Esse tabaco tem seus melhores sabores se consumido até 3 dias depois de aberto,  depois ele vai amargando e perdendo complexidade...inclusive pelo fato de ir ressecando e consequentemente ter uma queima mais acelerada, o que prejudica sobremaneira seu sabor!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Tabaco Rattray,s OLD GOWRIE - presente do confrade Sergio Chermont!



Prezados, recebi do meu querido amigo e confrade Sergio Chermont essa linda latinha da casa Rattrays denominada Old Gowrie! O confrade Sérgio Chermont relatou-me sua experiencia com tal tabaco, tirou suas conclusões e resolveu me dar de presente para apresentar aqui no blog minha opinião sobre ele! Degustação essa que farei com muito gosto!!! :) Para melhorar mais ainda, a latinha está quase cheia!!! Fiquei parecendo uma criança ao recebê-la! Obrigado meu amigo Sérgio!!!!

Abaixo a foto desse lindo tabaco, já estou degustando-o e assim que tiver minhas impressões estarei postando! Aguardem!



Detalhe, esse tabaco é formado por Kentucky virginia, perique , em corte broken flake. Realmente parece ser um tabaco encorpado, levando red virgínia e perique, aliado ao kentucky! Encorpado no sabor, ainda mais que o red virgínia é, digamos, um virgínia mais picante, mais áspero...enfim, vou prová-lo primeiro....heheheh

Detalhe, vai ser o primeiro tabaco da casa Rattrays que irei provar, expectativa alta!!!

Um abraço e excelentes cachimbadas!!!




terça-feira, 26 de maio de 2015

Tabaco Davidoff English Mixture - abrindo a lata!




Prezados, nesse final de semana, para celebrar com alguns amigos à vida, abri juntamente com eles esse tabaco da Davidoff que há muito tinha curiosidade! Em outro post mostro o momento da abertura com os amigos, agora, vejam abaixo minhas primeiras impressões sobre este tabaco!





Ao abrir a lata sentimos um aroma doce, mais precisamente um frutado doce que em alguns momentos remete a uva passa, sentimos ao fundo algo que puxa a fermentação, quem sabe pão, porém, em nenhum momento sentimos o aroma da latakia, em que pese o fabricante dizer que a mesma ali está presente. Realmente deve estar - afinal o fabricante não iria mentir sobre isso - , porém é imperceptível ao olfato humano! Sentimos o virginia ao fundo com seu aroma característico, adoçando ainda mais o blend. O perique certamente está contribuindo com o aroma de uva passa da mistura, quem sabe também com o viés mais "fermentado" do blend!




A cor é pálida,  tons negros balanceados com marrons e amarelo, não empolgou-me a visão! 

No quesito umidade, está no ponto certo, nem seco e tampouco úmido! No fornilho revelou um bom acendimento e uma boa queima!  



Detalhe,  é um tabaco que não empolga muito, tem suas qualidades e suas virtudes, mas não é um grande tabaco no meu ponto de vista e vos digo,  de "English Mixture" só tem o nome,  que aliás, é falacioso para este tabaco, pois de mistura inglesa não tem nada!!! 





O interessante nesse blend é que inúmeros cachimbeiros dizem que compram esse blend pensando tratar-se de uma mistura inglesa - até pelo nome que leva -  e ao abri-lo não a encontram, aliás, não encontram nenhum vestígio de latakia, no aroma e tampouco no sabor! 

No próximo post, resenha final, vou falar se encontrei a nossa deusa negra na cachimbada do Davidoff English Mixture, ou se pelo menos encontrei alguma reminiscencia dela! Aguardem-me!

Um abraço e excelentes cachimbadas!

P.S. Essa lata de Davidoff tem pelo menos 5 anos, ainda essa semana irei mostrar os vestígios do seu envelhecimento!